domingo, 24 de abril de 2011

aula de filosofia

                                                         O ser humano
                                                                             


Desde quando o ser humano pode ser considerado homem? Não existe uma resposta exata. As ciências do homem embora busquem essa resposta, sabem quão difícil será encontrá-la. Talvez por isso se desenvolvam tantas teorias. Talvez por isso se choquem o criacionismo e o evolucionismo.
O fato é que o ser humano se diferencia dos outros animais, por ser capaz de interferir conscientemente no mundo. Além disso, ao mesmo tempo em que preserva e deseja manter-se isolado e em sua individualidade, sente-se impelido para o grupo, formando a sociedade humana.
O que podemos dizer é que existem opiniões convergentes e divergentes a respeito do nascimento do homem. Mas todos admitem um processo evolutivo da hominização. Mesmo a tese criacionista contém conotações evolutivas. Afinal o que é a ordem divina do "crescei e multiplicai-vos", se não um princípio de evolução? Do ponto de vista científico, entretanto, não se pode falar de um "momento" específico, mas de um processo. Esse processo parece ter sido o da produção da cultura, traço específico da sociedade humana transformando a natureza pelo trabalho. Em razão disso podemos dizer que a individualidade e a consciência de pertença a um grupo social também se desenvolveram dessa forma: pelo trabalho.
É claro que dependendo da perspectiva teórica adotada, as particularidades da explicação sobre as origens humanas irão se diferenciando. Marxistas e positivistas ou funcionalistas, apresentarão perspectivas diversas do processo de humanização, mas em todas as perspectivas a afirmação da humanização a partir do trabalho será constante. Por esse motivo não vamos nos deter nessas diferenciações teóricas, mas apenas mencionar algumas características do processo de humanização que, segundo nos parece, são imprescindíveis para a compreensão da sociedade humana

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